Há poucos dias ouvi uma notícia que dava conta do aumento do consumo de antidepressivos na sociedade portuguesa. Sobre este assunto, gostava de deixar um pensamento para reflectir.
Vivemos numa sociedade cada vez mais competitiva onde o sucesso é elevado a uma condição vital do ser humano. Mas o sucesso torna-se também cada vez mais difícil, principalmente entre os mais jovens que vêem os anos passar sem garantir um emprego ou uma carreira. A existência de rankings é um exemplo de como a sociedade incentiva esta competição que tem como consequência a rejeição do indivíduo em caso de insucesso. Não quero dizer com isto que os mais dedicados e capacitados não sejam reconhecidos, mas antes que não devem ser esquecidos os restantes, que são obrigados a lidar com a frustração e consequente desmotivação.
Este problema advém da falta de preparação dos jovens para ultrapassarem os dissabores do fracasso e começarem de novo. Nos últimos anos tem-se privilegiado o ensino de áreas científicas e técnicas em detrimento das humanidades, principalmente da filosofia. Pois as humanidades dão ao indivíduo a base necessária à compreensão do Homem e da Sociedade, permitindo-lhe a reflexão e ponderação de forma a olhar o futuro com ânimo renovado.
Posto isto, talvez a solução não esteja nos antidepressivos...
terça-feira, 9 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Para o fim-de-semana

O fim-de-semana é o tempo do ócio e do lazer a que nos podemos permitir depois de cinco dias de trabalho. Aproveitar para passear, conhecer, desfrutar...
Para este fim-de-semana, deixo uma sugestão com água na boca. Trata-se do III Fim-de-semana Gastronómico em Ribeira de Pena. A edição deste ano, sob o mote "Os milhos em Ribeira de Pena", tem precisamente os Milhos, este prato tão tradicional, como anfitrião, que pode ser acompanhado com o vinho verde de Basto e sobremesas bem típicas.
Bons motivos para uma deslocação a Ribeira de Pena, este recanto à beira-Tâmega, último porto-de-abrigo antes das terras agrestes do Alvão.
Deixo ainda a lista dos restaurantes aderentes:
Ribeira de Pena
Restaurante Transmontano
Pizzaria Zira
Cantinho do Churrasco
San'T
Tasca do Xico
Pensão Central
Bom Retiro
Restaurante Transmontano
Pizzaria Zira
Cantinho do Churrasco
San'T
Tasca do Xico
Pensão Central
Bom Retiro
Cerva
Hotel de Cerva
Restaurante Central
Restaurante Convívio
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Muito Mar
Imagem picada daqui
Falando de uma dinâmica cultural, o aparecimento dos blogs pessoais tem-se revelado uma arma fantástica para a discussão e difusão de ideias. É isso que é tentado no Noites do Tâmega e em tantos outros.
Hoje divulgo aqui um novo sítio com o mesmo espírito. Muito Mar é um espaço de reflexões e poesias de alguém que tem muito para partilhar.
Fica a sugestão.
.
domingo, 31 de janeiro de 2010
2010
O início de um novo ano é sempre visto como uma época de renovação. É uma excelente altura para fazer um balanço e renovar o ânimo para novos projectos profissionais e pessoais. É verdade que já passou um mês desde o início do ano, mas o novo ano chinês ainda nem começou. O importante é o estado de espírito.
Deixo, por isso, algumas ideias para 2010.
Será um ano complicado para Portugal e para os portugueses. Já o foi 2009, com a "crise" a complicar a vida de muitas famílias, o encerramento de empresas, o aumento do desemprego, o aumento das taxas de juro... Ainda por cima foi ano de eleições, o que apesar de necessário para a renovação da democracia, traz consigo gastos desnecessários avolumados. Quanto a eleições, o caminho escolhido pelo Governo deu os seus frutos, assim como a inacção da oposição directa, resultando num velho Governo fragilizado e numa Assembleia da República muito fracturada. Esperam-nos, assim, tempos de incógnita. E como sempre, quem sofre é a cultura, a primeira a sofrer cortes nos investimentos.
É, por isso, importante que qualquer iniciativa cultural seja apoiada, estimulada, incentivada, de forma a que o marasmo cultural não suceda ao desincentivo financeiro.
O Noites do Tâmega conheceu algum tempo de inércia, não fruto da censura do Governo (como porventura alguns pensaram), mas antes da falta de tempo que me caracterizou nos últimos tempos (mais dedicado a outros projectos culturais, embora isso não sirva de desculpa). Mas é altura de renovar o ânimo e, por pouco que seja, fazer algo que contribua para incentivar a cultura portuguesa.
Não será, certamente, com a frequência desejada, mas voltarei a deixar mensagens, de divulgação cultural e patrimonial, de pensamentos e divagações políticas e filosóficas, de poesia...
E que o novo ano seja pleno em prosperidade.
Deixo, por isso, algumas ideias para 2010.
Será um ano complicado para Portugal e para os portugueses. Já o foi 2009, com a "crise" a complicar a vida de muitas famílias, o encerramento de empresas, o aumento do desemprego, o aumento das taxas de juro... Ainda por cima foi ano de eleições, o que apesar de necessário para a renovação da democracia, traz consigo gastos desnecessários avolumados. Quanto a eleições, o caminho escolhido pelo Governo deu os seus frutos, assim como a inacção da oposição directa, resultando num velho Governo fragilizado e numa Assembleia da República muito fracturada. Esperam-nos, assim, tempos de incógnita. E como sempre, quem sofre é a cultura, a primeira a sofrer cortes nos investimentos.
É, por isso, importante que qualquer iniciativa cultural seja apoiada, estimulada, incentivada, de forma a que o marasmo cultural não suceda ao desincentivo financeiro.
O Noites do Tâmega conheceu algum tempo de inércia, não fruto da censura do Governo (como porventura alguns pensaram), mas antes da falta de tempo que me caracterizou nos últimos tempos (mais dedicado a outros projectos culturais, embora isso não sirva de desculpa). Mas é altura de renovar o ânimo e, por pouco que seja, fazer algo que contribua para incentivar a cultura portuguesa.
Não será, certamente, com a frequência desejada, mas voltarei a deixar mensagens, de divulgação cultural e patrimonial, de pensamentos e divagações políticas e filosóficas, de poesia...
E que o novo ano seja pleno em prosperidade.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Crónicas do Governo - Concurso de professores 2009
Aqui deixo a crónica que será publicada no próximo Ecos da Ribeira. Aborda, uma vez mais, a Educação, que devia ser uma das prioridades do país mas que tem sido, continuamente, instrumentada em virtude de estatísticas e marketing.
Crónicas do Governo – Concurso de Professores
O Ministério da Educação tem sido, nos últimos quatro anos, motivo de grande preocupação e tema para várias crónicas. Se após as Eleições Europeias a atitude do Governo mudou, levando ao recuo ou mesmo demissão de alguns ministros que não se adaptaram à nova imagem pré-eleitoral, aos que pensavam que também na Educação as coisas iam mudar a ministra provou que se mantém igual a si mesma, não se vislumbrando nada de positivo para o fim do mandato, que, para piorar a situação, coincide com o início do ano lectivo.
Saíram recentemente os resultados do concurso de professores para quadro, o que já não acontecia há três anos. O Ministério da Educação vangloriou-se com a colocação de cerca de trinta mil professores nesta primeira fase, anunciando já a colocação de mais cerca de vinte e cinco mil numa segunda fase. Mais uma vez, a prova de que as estatísticas, quando trabalhadas, dizem o que queremos e a tentativa de enganar os portugueses. Passo a explicar.
Primeiro, não podem ser englobadas na mesma perspectiva duas fases de colocação quando na prática são muito diferentes: uma é para efectivar professores, outra apenas para contratar por um ano, que poderá depois ou não ser renovável até um máximo de quatro anos. Segundo, não foram colocados em quadro trinta mil novos professores, pois a grande maioria dos colocados já pertenciam aos quadros, apenas foram deslocados de uma escola para outra. Só algumas centenas correspondem de facto a novos professores efectivos. Terceiro, se já calcularam a necessidade de contratar tantos professores, mesmo antes de saberem quantos horários serão disponibilizados pelas escolas, porque não suprimir já essas necessidades que todos os anos se verificam? Não só reduzia a instabilidade da classe docente como permitia aos professores começarem já a preparar o próximo ano lectivo, com vantagens para todos.
Crónicas do Governo – Concurso de Professores
O Ministério da Educação tem sido, nos últimos quatro anos, motivo de grande preocupação e tema para várias crónicas. Se após as Eleições Europeias a atitude do Governo mudou, levando ao recuo ou mesmo demissão de alguns ministros que não se adaptaram à nova imagem pré-eleitoral, aos que pensavam que também na Educação as coisas iam mudar a ministra provou que se mantém igual a si mesma, não se vislumbrando nada de positivo para o fim do mandato, que, para piorar a situação, coincide com o início do ano lectivo.
Saíram recentemente os resultados do concurso de professores para quadro, o que já não acontecia há três anos. O Ministério da Educação vangloriou-se com a colocação de cerca de trinta mil professores nesta primeira fase, anunciando já a colocação de mais cerca de vinte e cinco mil numa segunda fase. Mais uma vez, a prova de que as estatísticas, quando trabalhadas, dizem o que queremos e a tentativa de enganar os portugueses. Passo a explicar.
Primeiro, não podem ser englobadas na mesma perspectiva duas fases de colocação quando na prática são muito diferentes: uma é para efectivar professores, outra apenas para contratar por um ano, que poderá depois ou não ser renovável até um máximo de quatro anos. Segundo, não foram colocados em quadro trinta mil novos professores, pois a grande maioria dos colocados já pertenciam aos quadros, apenas foram deslocados de uma escola para outra. Só algumas centenas correspondem de facto a novos professores efectivos. Terceiro, se já calcularam a necessidade de contratar tantos professores, mesmo antes de saberem quantos horários serão disponibilizados pelas escolas, porque não suprimir já essas necessidades que todos os anos se verificam? Não só reduzia a instabilidade da classe docente como permitia aos professores começarem já a preparar o próximo ano lectivo, com vantagens para todos.
sábado, 6 de junho de 2009
As eleições europeias

Amanhã é dia de eleições europeias.
Todas as eleições têm a sua importância, mesmo quando umas o parecem mais do que outras. Esta eleição permite-nos eleger os representantes dos cidadãos portugueses na União Europeia.
Desde que Portugal entrou para a UE, conheceu um período de prosperidade como já não havia memória. Os fundos comunitários permitiram aos portugueses atingir um nível económico mais próximo dos seus vizinhos europeus. O fim das fronteiras e a moeda única permitiram uma maior proximidade.
Todas as eleições têm a sua importância, mesmo quando umas o parecem mais do que outras. Esta eleição permite-nos eleger os representantes dos cidadãos portugueses na União Europeia.
Desde que Portugal entrou para a UE, conheceu um período de prosperidade como já não havia memória. Os fundos comunitários permitiram aos portugueses atingir um nível económico mais próximo dos seus vizinhos europeus. O fim das fronteiras e a moeda única permitiram uma maior proximidade.
O Parlamento Europeu é centro de importantes decisões para o quotidiano dos cidadãos dos países membros. Esta é a oportunidade que temos em participar no futuro da nossa sociedade.
domingo, 26 de abril de 2009
35 anos de Abril

Ontem comemorámos 35 anos de liberdade.
Tanto tempo já. Não admira, por isso, que alguns se tenham já esquecido do que era a sua liberdade antes da Revolução dos Cravos e que outros não tenham sequer noção do que ganharam com ela.
No entanto, os resultados da democracia ao longo destes 35 anos levam-nos também a questionar: era isto que os militares pretendiam quando saíram à rua naquele dia?
Hoje vemo-nos a braços com dificuldades económicas e sociais, enquanto se acentua a noção de que a corrupção, tão presente, raramente é punida e, por isso, o sentimento de injustiça.
35 anos.
É altura de a classe política ter uma reflexão séria sobre os valores de Abril. Caso contrário, corremos o risco de aumentarem os saudosistas do regime anterior e, com o tempo, como tem acontecido tantas vezes na história, a democracia ser novamente preterida.
Tanto tempo já. Não admira, por isso, que alguns se tenham já esquecido do que era a sua liberdade antes da Revolução dos Cravos e que outros não tenham sequer noção do que ganharam com ela.
No entanto, os resultados da democracia ao longo destes 35 anos levam-nos também a questionar: era isto que os militares pretendiam quando saíram à rua naquele dia?
Hoje vemo-nos a braços com dificuldades económicas e sociais, enquanto se acentua a noção de que a corrupção, tão presente, raramente é punida e, por isso, o sentimento de injustiça.
35 anos.
É altura de a classe política ter uma reflexão séria sobre os valores de Abril. Caso contrário, corremos o risco de aumentarem os saudosistas do regime anterior e, com o tempo, como tem acontecido tantas vezes na história, a democracia ser novamente preterida.
Etiquetas:
25 de Abril,
Revolução dos Cravos
Subscrever:
Mensagens (Atom)