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domingo, 31 de janeiro de 2010

2010

O início de um novo ano é sempre visto como uma época de renovação. É uma excelente altura para fazer um balanço e renovar o ânimo para novos projectos profissionais e pessoais. É verdade que já passou um mês desde o início do ano, mas o novo ano chinês ainda nem começou. O importante é o estado de espírito.

Deixo, por isso, algumas ideias para 2010.

Será um ano complicado para Portugal e para os portugueses. Já o foi 2009, com a "crise" a complicar a vida de muitas famílias, o encerramento de empresas, o aumento do desemprego, o aumento das taxas de juro... Ainda por cima foi ano de eleições, o que apesar de necessário para a renovação da democracia, traz consigo gastos desnecessários avolumados. Quanto a eleições, o caminho escolhido pelo Governo deu os seus frutos, assim como a inacção da oposição directa, resultando num velho Governo fragilizado e numa Assembleia da República muito fracturada. Esperam-nos, assim, tempos de incógnita. E como sempre, quem sofre é a cultura, a primeira a sofrer cortes nos investimentos.
É, por isso, importante que qualquer iniciativa cultural seja apoiada, estimulada, incentivada, de forma a que o marasmo cultural não suceda ao desincentivo financeiro.

O Noites do Tâmega conheceu algum tempo de inércia, não fruto da censura do Governo (como porventura alguns pensaram), mas antes da falta de tempo que me caracterizou nos últimos tempos (mais dedicado a outros projectos culturais, embora isso não sirva de desculpa). Mas é altura de renovar o ânimo e, por pouco que seja, fazer algo que contribua para incentivar a cultura portuguesa.
Não será, certamente, com a frequência desejada, mas voltarei a deixar mensagens, de divulgação cultural e patrimonial, de pensamentos e divagações políticas e filosóficas, de poesia...

E que o novo ano seja pleno em prosperidade.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O novo ano



O início de um novo ano é sempre, para mim, o início de uma nova fase. Esta visão permite-me entrar no novo ano com o ânimo renovado. Nunca sabemos o que vai acontecer, mas são 12 meses em que podemos reorganizar a nossa vida e desenvolver novos projectos pessoais e profissionais.
Este ano porém não se perspectiva fácil. Todas as análises prevêm 2009 como o ano em que a "crise" vai atingir Portugal conduzindo-o à recessão e ao consequente aumento dos preços, à diminuição do consumo, ao fecho de empresas e ao aumento do desemprego. Isso deixa qualquer um apreensivo. No entanto, não podemos esquecer outras condicionantes. 2009 será ano de eleições em Portugal, europeias, legislativas e autárquicas, o que significa sempre neste país viver um estado de graça onde tudo é possível. Nesta perspectiva, será mais provável que os portugueses apenas sintam os efeitos da crise em 2010 quando forem obrigados a encarar novamente a realidade. Perspectiva-se também 2009 como o ano em que a Europa conseguirá ultrapassar a crise económica e financeira. Nos anos trinta só ao fim de 10 anos se ultrapassaram definitivamente os efeitos da Grande Depressão; hoje é diferente, a ameaça das potências emergentes obriga a soluções rápidas. Por fim, será o ano do fim da era Bush e o início da presidência de Obama, com todas as expectativas que isso representa.

Posto isto, e apesar de todas as previsões, 2009 apresenta-se um ano incerto, com muitas condicionantes que podem significar um ano melhor ou pior que 2008. Vou encara-lo da mesma forma que os anteriores, como uma nova fase em que poderei desenvolver novos projectos pessoais e, quem sabe, profissionais.