Aqui deixo a crónica que será publicada no próximo Ecos da Ribeira. Aborda, uma vez mais, a Educação, que devia ser uma das prioridades do país mas que tem sido, continuamente, instrumentada em virtude de estatísticas e marketing.
Crónicas do Governo – Concurso de Professores
O Ministério da Educação tem sido, nos últimos quatro anos, motivo de grande preocupação e tema para várias crónicas. Se após as Eleições Europeias a atitude do Governo mudou, levando ao recuo ou mesmo demissão de alguns ministros que não se adaptaram à nova imagem pré-eleitoral, aos que pensavam que também na Educação as coisas iam mudar a ministra provou que se mantém igual a si mesma, não se vislumbrando nada de positivo para o fim do mandato, que, para piorar a situação, coincide com o início do ano lectivo.
Saíram recentemente os resultados do concurso de professores para quadro, o que já não acontecia há três anos. O Ministério da Educação vangloriou-se com a colocação de cerca de trinta mil professores nesta primeira fase, anunciando já a colocação de mais cerca de vinte e cinco mil numa segunda fase. Mais uma vez, a prova de que as estatísticas, quando trabalhadas, dizem o que queremos e a tentativa de enganar os portugueses. Passo a explicar.
Primeiro, não podem ser englobadas na mesma perspectiva duas fases de colocação quando na prática são muito diferentes: uma é para efectivar professores, outra apenas para contratar por um ano, que poderá depois ou não ser renovável até um máximo de quatro anos. Segundo, não foram colocados em quadro trinta mil novos professores, pois a grande maioria dos colocados já pertenciam aos quadros, apenas foram deslocados de uma escola para outra. Só algumas centenas correspondem de facto a novos professores efectivos. Terceiro, se já calcularam a necessidade de contratar tantos professores, mesmo antes de saberem quantos horários serão disponibilizados pelas escolas, porque não suprimir já essas necessidades que todos os anos se verificam? Não só reduzia a instabilidade da classe docente como permitia aos professores começarem já a preparar o próximo ano lectivo, com vantagens para todos.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Crónicas do Governo – Educação.
Deixo aqui em primeira mão a crónica que sairá no próximo Ecos da Ribeira.
Porque merece a discussão, vou aqui abordar a educação como tema para a primeira crónica de 2009.
Numa tentativa desesperada de desacreditar a luta travada pelos professores, o Primeiro-ministro veio, no início do ano, congratular-se com os elogios tecidos ao Governo e à tutelar da respectiva pasta em matéria de políticas educativas, por um relatório, nas suas palavras, da OCDE. Afinal, o relatório não era da OCDE, antes sim um trabalho encomendado pelo Governo que seguia recomendações da OCDE... Ora, quando os elogios são encomendados, é evidente que são tendenciosos pelo que não devem ser considerados. Neste caso a mentira teve perna curta e o Primeiro-Ministro, tão empenhado na campanha eleitoral, deu-se mal com o seu próprio embuste. Se o Governo se preocupasse em resolver de forma sensata a querela com os professores era de louvar, mas ao invés, insiste em impor uma avaliação que tem prejudicado alunos e professores e criado um ambiente nas escolas que não contribui para a solução dos problemas e ainda vem criar novos. Ora, se os professores se uniram da forma que temos vistol, sem precedentes, se toda a oposição e mesmo alguns deputados do PS reconhecem, se o modelo realmente deu problemas e foi substituido noutros países, é porque não funciona. O Governo, no entanto, opta pelo belicismo, não com o objectivo de resolver os problemas da educação mas sim para ganhar a sua birra. E chamam a isto "pluralismo".
Uma última palavra relativa ao caso Freeport que tem andado na ribalta. Se José Sócrates é ou não culpado de alguma coisa não nos cabe decidir, é competência da Justiça e é normal acontecerem investigações a governantes. Mas a ideia de ele e alguns ministros seus virem comentar o assunto com os jornalistas, numa tentativa de justificar algo, demonstra que a sua verdadeira preocupação não são os problemas que afectam os portugueses mas antes a sua imagem e as eleições que se avizinham. A comprová-lo está o facto de nesta semana ter falado mais sobre esse assunto do que sobre a economia, o desemprego ou a segurança por exemplo.
Porque merece a discussão, vou aqui abordar a educação como tema para a primeira crónica de 2009.
Numa tentativa desesperada de desacreditar a luta travada pelos professores, o Primeiro-ministro veio, no início do ano, congratular-se com os elogios tecidos ao Governo e à tutelar da respectiva pasta em matéria de políticas educativas, por um relatório, nas suas palavras, da OCDE. Afinal, o relatório não era da OCDE, antes sim um trabalho encomendado pelo Governo que seguia recomendações da OCDE... Ora, quando os elogios são encomendados, é evidente que são tendenciosos pelo que não devem ser considerados. Neste caso a mentira teve perna curta e o Primeiro-Ministro, tão empenhado na campanha eleitoral, deu-se mal com o seu próprio embuste. Se o Governo se preocupasse em resolver de forma sensata a querela com os professores era de louvar, mas ao invés, insiste em impor uma avaliação que tem prejudicado alunos e professores e criado um ambiente nas escolas que não contribui para a solução dos problemas e ainda vem criar novos. Ora, se os professores se uniram da forma que temos vistol, sem precedentes, se toda a oposição e mesmo alguns deputados do PS reconhecem, se o modelo realmente deu problemas e foi substituido noutros países, é porque não funciona. O Governo, no entanto, opta pelo belicismo, não com o objectivo de resolver os problemas da educação mas sim para ganhar a sua birra. E chamam a isto "pluralismo".
Uma última palavra relativa ao caso Freeport que tem andado na ribalta. Se José Sócrates é ou não culpado de alguma coisa não nos cabe decidir, é competência da Justiça e é normal acontecerem investigações a governantes. Mas a ideia de ele e alguns ministros seus virem comentar o assunto com os jornalistas, numa tentativa de justificar algo, demonstra que a sua verdadeira preocupação não são os problemas que afectam os portugueses mas antes a sua imagem e as eleições que se avizinham. A comprová-lo está o facto de nesta semana ter falado mais sobre esse assunto do que sobre a economia, o desemprego ou a segurança por exemplo.
sábado, 10 de maio de 2008
Crónicas do Governo - Educação
Finalmente, uma voz sensata. Ludgero Marques, presidente da Associação Empresarial de Portugal, veio defender a necessidade da verdade na educação e formação em Portugal e criticar a função meramente estatística do programa Novas Oportunidades. O que me preocupa é parecer que este não é o único programa a ter essa função, mas praticamente todas as medidas educacionais deste Governo. Quando ouvi, esta semana, a senhora ministra admitir proibir os "chumbos", tive a certeza que o ensino público está condenado.
Mas convido-os a visitar o endereço http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/400ef3e0a635f7fae88b24.html
Mas convido-os a visitar o endereço http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/400ef3e0a635f7fae88b24.html
sábado, 26 de abril de 2008
Crónicas do governo - 25 de Abril
Ontem ouvi uma reportagem interessante na RTP, interessante e preocupante. Dava conta de uma grande percentagem de jovens portugueses que não sabem o que foi e o que significou o 25 de Abril, para quem a data é apenas um feriado, terminando com o reparo de a disciplina de História ter apenas 90 minutos semanais no 9º ano. Na verdade, estão atafulhados com Matemática e Inglês (que já nem podem ver à frente), como podem dedicar-se a outras áreas do saber?
Depois da chamada de atenção do Presidente da República, o Primeiro Ministro veio dizer que acha que os jovens estão a ser bem preparados... Onde, se os professores são obrigados ao facilitismo para que as estatísticas subam e o Governo se vanglorie? Estamos a criar ignorantes... é preocupante. E é certo que grande maioria dos jovens tem uma cultura geral baixa e um tremendo desinteresse (levo com essa realidade diariamente). Mas vale a pena falar para ouvidos moucos...?
Depois da chamada de atenção do Presidente da República, o Primeiro Ministro veio dizer que acha que os jovens estão a ser bem preparados... Onde, se os professores são obrigados ao facilitismo para que as estatísticas subam e o Governo se vanglorie? Estamos a criar ignorantes... é preocupante. E é certo que grande maioria dos jovens tem uma cultura geral baixa e um tremendo desinteresse (levo com essa realidade diariamente). Mas vale a pena falar para ouvidos moucos...?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Crónicas do Governo - Educação
Por mais que eu queira variar na temática, o Ministério da Educação continua a ser o que mais merece um comentário. Foi preciso a comunicação social dar ênfase à situação do caso da escola Carolina Micaelis, e vir o PGR denunciar a real situação que se vive nas escolas, e o PR vir também preocupar-se para chamar a atenção do Ministério, que ao início desdramatizava tentando apagar o caso, para o problema do desrespeito que existe nas escolas. Mas claro, quem criou esta situação foi mesmo o Ministério ao faltar contantemente ao respeito aos professores. Só espero que este caso traga melhorias efectivas, e medidas efectivas para resolver o problema. Vamos ver o que dá.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Marcha da Indignação - e que marcha...
Finalmente com condiçoes para continuar as reflexões do Noites, começo por dar os merecidos parabéns aos professores. Superaram as espectativas (quase cem mil) e como consequência, vejam só, o Governo recuou (embora eles continuem aflitivamente a insistir em como não recuaram). A este propósito, convido a ler as palavras de Mário Crespo no link abaixo, que subescrevo também.
http://jn.sapo.pt/2008/03/10/opiniao/acabouse.html
http://jn.sapo.pt/2008/03/10/opiniao/acabouse.html
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Marcha da Indignação
sexta-feira, 7 de março de 2008
Crónicas do Governo - Novamente a Educação
A política educativa deste Governo tem dado os seus frutos e como diz o povo "quem semeia ventos, colhe tempestades". Está por isso prevista a maior manifestação de professores desde o 25 de Abril (e, provavelmente, de sempre) amanhã em Lisboa; é o que dá governar de forma intransigente e arrogante, à margem dos parceiros sociais. Quem é professor uma vez, é para sempre, por isso, deixo aqui o meu apoio aos professores.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Crónicas do Governo – Aulas de Substituição
A política seguida pelo Ministério da Educação, apesar da contestação de que tem sido alvo por parte de todos os agentes ligados o Ensino, começa a dar os seus frutos, infelizmente com más notícias para o Estado. Devido à insistência em aplicar as aulas de substituição na forma como foi aplicado, o Estado terá agora de pagar milhares de Euros em horas extraordinárias. O Governo quer tanto cortar na despesa e acaba por esbanjar desta forma irresponsável. Quem vai pagar isso, os responsáveis por esta medida? Não, serão, como sempre, os contribuintes a pagar a factura.
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