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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos - Pequim 2008


Há já algum tempo que não publico um texto neste blog, mas a falta de tempo não tem permitido. Creio ser chegada a altura de o fazer e com um tema pertinente: os Jogos Olímpicos de Pequim que terminaram ontem com grande pompa e circunstância.

Em relação à sua organização tive já a oportunidade de comentar há umas semanas; quero apenas dar uma achega à polémica que rebentou durante a sua realização junto da comitiva portuguesa. Em primeiro lugar nota negativa para a imprensa que lançou a polémica em tempo inoportuno, servindo apenas para colocar mais pressão sobre os atletas e não ajudando em nada ao seu sucesso. Em segundo lugar, nota negativa para alguns atletas que, enquanto representantes do país, deviam ter discernimento e moderação nos comentários. Desiludiu-me a Vanessa Fernandes com um comentário muito triste que não trouxe nada de benéfico para os seus colegas que faltavam competir e que, caso não tivesse ganho a medalha, provavelmente não faria. Nota negativa ainda, por último, para o presidente do Comité Olímpico de Portugal que demonstrou maior ingenuidade do que os atletas com os comentários que, à semelhança destes, proferiu durante os jogos e que, por isso mesmo e a a meu ver, não merece continuar no cargo.

Muitos parabéns ao Nelson Évora, que bem os merece, e aos restantes atletas que se esforçaram. Não podemos esquecer que nos Jogos olímpicos a competição é de alto nível nem o facto de em Pequim terem sido batidos vários recordes nacionais. Venha Londres...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Sobre os Jogos Olímpicos


As últimas semanas têm-nos dado contam, pela negativa, de várias notícias relativas aos Jogos Olímpicos a realizar este ano em Pequim. Não me refiro às questões relacionadas com o Tibete, mas antes às questões relacionadas com a poluição, que dão conta inclusivé de um atleta que não vai competir por tal colocar em causa a sua saúde. Pois o Comité Olímpico Internacional tinha evitado estas questões de forma muito simples: não aprovando a candidatura chinesa devido à poluição do ar ser prejudicial à saúde dos atletas. De acordo com a Carta Olímpica, o primeiro dos Princípios Fundamentais do Olimpismo defende que "Misturando o desporto, com a cultura e a educação, o Olimpismo procura criar uma forma de vida baseada na alegria do esforço, a educação de valores relacionados com um bom exemplo e respeito pelos princípios éticos universais". É um paradoxo. O respeito pelo Ambiente é (ou devia ser) um dos princípios éticos universais e a "alegria do esforço" apenas acontece em ambientes saudáveis em que o atleta se sente bem com o ar que respira. Ao não aprovar a candidatura de Pequim, o Comité não só tomava uma posição a favor do Ambiente como salvaguardava a saúde dos atletas e dava uma lição ao mundo, respeitando assim os seus próprios princípios e fazendo-se respeitar. Poderia até conseguir uma mudança de atitude por parte de Pequim em relação ao Ambiente. Mas, por vezes, há outros interesses que nos são obscuros...